Que sorriso débil o da criança!
Olha os campos, o céu e o mar.
Olha e nada vê.
O mundo para ela ainda desconhecido.
Pequenas coisas ainda conhece:
o pandeiro, a Mãe, a rua,
mas o céu que não tem fim
é que ela olha sem cessar:
grande vastidão que percorre
com vista
sem nada ainda compreender.
A sua linguagem é ainda despercebida mas o seu sorriso
torna-se cada vez mais denso.
Os dias em casa deram lugar a pequenas descobertas de Primavera… tão simples e tão belas.
Primavera
Quando a primavera chegava, mesmo que se tratasse de uma falsa primavera, nossos problemas desapareciam, exceto o de saber onde se poderia ser mais feliz. A única coisa capaz de nos estragar um dia eram as pessoas, mas, se se pudesse evitar encontros, os dias não tinham limites. As pessoas eram sempre limitadoras da felicidade, exceto aquelas poucas que eram tão boas quanto a própria primavera.
Há dobragens que nos permitem fazer várias coisas, é o caso desta.
Hoje é um Cão, o nosso fiel companheiro. Podem usar em desenhos com colagem, íman para o frigorífico e tudo aquilo que a vossa imaginação se lembrar.
Para fazer o Cão necessitam:
Quadrado de papel (eu usei 10×10)
PASTOR Meu cão: Seus olhos castanhos, Tamanhos De compreensão. Meu cão: Seus olhos castanhos, Tamanhos De mansidão. Seu nome é Pastor: Seus olhos castanhos, Tamanhos De amor.
Gatos, animais cheios de personalidade e elegância. Um gato é um companheiro. Vamos escolher o nosso?
Materiais:
1 quadrado de papel (usei 10×10)
O gato
Um gato entrou na escola devagarinho e roubou a sacola de um aluno. Fez do aluno gato-sapato é um gato gatinho gatuno. Sidónio Muralha em O rouxinol e a sua namorada
Eu sempre gostei de guardar tesouros em cadernos. Eram pequenos textos, desenhos, histórias, recordações, etc.
Depois cresci e mantive este hábito de ter cadernos, não só para a escola mas para as memórias. Descobri agora que já era o meu caminho para fazer cadernos com utilidades diferentes. Não tento que sejam perfeitos, que sigam uma lógica, apenas que sirvam a intenção para que foram criados.
O ano passado melhorei muito a maneira como olho para cada caderno. E achei que cadernos também podem ser boas prendas para oferecer. Foi o que fiz: Cadernos com pequenas frases para ajudar os sobrinhos a escrever, cadernos com muitas páginas cheias de sentimentos e reflexões para uma afilhada, outros cheios de propostas interessantes de desenho para a outra; cadernos com frases e imagens positivas para animar a Prima e até com pequenas frases de incentivo para o colega de trabalho. Fiz um caderno com o registo das férias de verão com sugestões do meu filho e até um com mensagens que lhe mandava na lancheira da escola.
O Caderno
Sou eu que vou seguir você Do primeiro rabisco Até o be-a-bá. Em todos os desenhos Coloridos vou estar A casa, a montanha Duas nuvens no céu E um sol a sorrir no papel
Sou eu que vou ser seu colega Seus problemas ajudar a resolver Te acompanhar nas provas Bimestrais, você vai ver Serei, de você, confidente fiel Se seu pranto molhar meu papel
Sou eu que vou ser seu amigo Vou lhe dar abrigo Se você quiser Quando surgirem Seus primeiros raios de mulher A vida se abrirá Num feroz carrossel E você vai rasgar meu papel
O que está escrito em mim Comigo ficará guardado Se lhe dá prazer A vida segue sempre em frente O que se há de fazer
Só peço, à você Um favor, se puder Não me esqueça Num canto qualquer
Hoje é Dia da Mãe e cá em casa fizemos uns corações bolsos que aprendemos com a conta de instangram da @origami_timeok para colocar uma mensagem neto-filho às Avós. Eu e o meu filho fizemos juntos para a minha Mãe e para a Mãe que me acolheu tão carinhosamente na família, a minha sogra. Duas Mães que respeito e admiro. Podia juntar as minhas Avós e tantas, tantas Mães que me inspiram, mas deixo apenas uma mensagem:
Vem Ver a Minha Mãe
Está junto das coisas que bordaram com ela os dias que supôs mais belos e são a fonte de onde lhe começa o branco tempo dos cabelos.
Mal pousa a vida nos seus dedos gastos do sonho que pousou na minha mão e no sangue tão frágil que sustenta tanta ternura e tanta solidão.
Vítor Matos e Sá, in ‘O Silêncio e o Tempo’
Estes corações são o Coração com bolsa e o coração que podem pendurar numa grinalda, ao pescoço, etc.